Em 1988, no auge da monarquia midiática, com tabloides perseguindo cada movimento de Lady Di, a princesa mais observada do mundo teria vivido uma noite digna de roteiro hollywoodiano. De acordo com relatos publicados no livro "Dianaworld: An Obsession" (2025), biografia escrita por Edward White, Diana foi a uma boate gay em Londres disfarçada de homem, acompanhada de Freddie Mercury, Kenny Everett e Cleo Rocos!
Isso mesmo que você leu! A Princesa de Gales, no anonimato total, no meio da madrugada, no coração da cena queer londrina. Dá para imaginar? A história, que há anos circulava nos bastidores da cultura pop como uma lenda urbana, ressurgiu com força após a republicação de trechos das memórias de Rocos, atriz britânica e amiga próxima de Diana. E por mais absurda que pareça, ela diz muito sobre a personalidade inquieta e subversiva da princesa.
Segundo Rocos, tudo começou com um encontro despretensioso entre amigos. Diana, Mercury, Everett e ela passaram a tarde bebendo champanhe e assistindo reprises da sitcom "The Golden Girls" - ou "Supergatas", como ficou conhecida no Brasil. Entre risos e confidências, veio a ideia inusitadíssima... ir ao Royal Vauxhall Tavern, um dos bares gays mais fervilhantes de Londres!
Everett tentou dissuadir Diana, alegando que o lugar era “cheio de gays peludos”, insinuando que não era “lugar para uma princesa”. Mas Lady Di estava decidida e Mercury teria apoiado com entusiasmo: “Deixem a garota se divertir”. Ícones!
Com senso de humor e coragem, Diana aceitou o desafio e topou se disfarçar. De acordo com o New York Post, vestiram nela uma jaqueta camuflada do exército, esconderam os cabelos sob um boné de couro e colocaram óculos escuros aviadores. À meia-luz da boate, o grupo avaliou: “Talvez ela pareça um modelo gay excêntrico”. Funcionou. Orgulho da Hannah Montana, minha gente!
Diana passou completamente despercebida entre os frequentadores. “Foi fabulosamente revoltante e tão bizarramente emocionante... Ninguém, absolutamente ninguém, a reconheceu”, relembrou Rocos.
Eles pediram uma bebida, riram como adolescentes travessos e logo deixaram o local, triunfantes com a missão cumprida. No dia seguinte, Diana devolveu as roupas de Everett com um bilhete espirituoso: “Devemos fazer isso de novo!”.
A história ganhou fôlego novamente após ser destacada pela revista People, mas não sem controvérsias. Peter Freestone, ex-assistente e confidente de Freddie Mercury, afirmou em 2019 que o cantor “nunca conheceu Diana”. Para ele, a narrativa seria, no máximo, uma memória mal contada.
Mesmo assim, o biógrafo Edward White defende que a noite no bar gay faz sentido dentro do histórico de escapadas noturnas da princesa. Diana teria usado disfarces em outras ocasiões para driblar a vigilância real, como quando foi a um bar de jazz com o cirurgião Hasnat Khan, usando peruca e óculos escuros.
player2